Programação inclui debates literários, exibição de filmes e discussões sobre a história do trabalho sexual.
São Paulo, março de 2025 – O Museu da Diversidade Sexual (MDS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, apresenta sua programação de março com atividades que celebram a história, a representatividade e as vivências da comunidade LGBTQIA+. Entre os destaques estão o Clube do Livro com a obra “Tecnologias Ancestrais de Produção de Infinitos”, o Rolezinho LGBTQIA+ com Margareth Rago e o Cineclube Diversidade com a exibição do documentário “Rosas do Asfalto”.
Confira a programação completa abaixo:
Rolezinho LGBTQIA+: História do trabalho sexual em São Paulo, entre 1890 e 1930, por Margareth Rago
Data: 29 de março
Horário: 15h
Local: Museu da Diversidade Sexual (saída)
Entrada: Gratuita
Quando se pensa no trabalho sexual feminino em São Paulo na virada do século XIX para o XX, o nome de Margareth Rago imediatamente se impõe. Pesquisadora incansável que explorou as mais variadas fontes, Rago mergulhou fundo no discurso médico e criminalista, bem como em matérias de jornal e narrativas literárias, para produzir uma obra que é referência na historiografia brasileira. Marcando o mês da mulher, o nosso Rolezinho terá a condução especial de Rago e fará um resgate da história do trabalho sexual na capital paulista durante a Primeira República (1890-1930). Ao final da atividade, o MDS realizará ainda o lançamento de livros de ativistas do movimento das trabalhadoras sexuais.
Cineclube Diversidade: “Rosas do Asfalto”, de Daiane Cortes e bate-papo com Fátima Medeiros
Data: 29 de março
Horário: 17h
Local: Museu da Diversidade Sexual
Entrada: Gratuita
“Rosas do Asfalto” faz um relato humanizado de pessoas da terceira idade que vivem do trabalho sexual. No filme, cinco mulheres cisgênero e uma travesti contam suas histórias de violência, abandono, preconceito e superação. Como é envelhecer no mercado sexual, onde o corpo é moeda de troca? “Rosas do Asfalto” aborda esses desafios sem julgamentos, trazendo histórias de fé, coragem e amor. Após a exibição, haverá um bate-papo com Fátima Medeiros, fundadora da Associação de Prostitutas da Bahia (APROSBA), e o lançamento de sua autobiografia “Puta História” (Ofícios Terrestres, 2024).
Clube do Livro: “Tecnologias Ancestrais de Produção de Infinitos”, de Cidinha da Silva
Data: 31 de março
Horário: 19h
Local: Google Meet (online)
Entrada: Gratuita
Cidinha da Silva é um marco da literatura brasileira contemporânea. Traduzida em seis línguas, vencedora de importantes prêmios e com vinte livros publicados, essa mineira de Belo Horizonte terá, em março, uma obra sua no Clube do Livro do MDS. Quem vai mediar a conversa com o público é outra escritora sensacional, Tatiana Nascimento. Nos próximos encontros, a proposta é trazer uma figura poderosa das nossas Letras para discutir não a própria obra, mas a de outra figura poderosa, fugindo assim do script tradicional dos Clubes do Livro. “Tecnologias ancestrais para produção de infinitos” (Editora Martelo, 2022) é a obra da vez, escolhida pela própria Tatiana. O livro se divide em três partes: ‘Carcará’, ‘João-de-Barro’ e ‘Bem-te-vi’, explorando questões raciais, de sexualidade e gênero, o mercado editorial e o ofício da escritura.
Para mais informações sobre a programação do Museu da Diversidade Sexual, acesse o site www.museudadiversidadesexual.
Sobre o Museu da Diversidade Sexual
O Museu da Diversidade Sexual de São Paulo, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, destinada à memória, arte, cultura, acolhimento, valorização da vida, agenciamento e desenvolvimento de pesquisas envolvendo a comunidade LGBTQIA+ – contemplando a diversidade de siglas que constroem hoje o MDS – e seu reconhecimento pela sociedade brasileira. Trata-se de um museu que nasce e vive a partir do diálogo com movimentos sociais LGBTQIA+, se propõe a discutir a diversidade sexual e de gênero e tem, em sua trajetória, a luta pela dignidade humana e promoção por direitos, atuando como um aparelho cultural para fins de transformação social.